domingo, 14 de agosto de 2011

Noite da angústia

Como explicar que eu abriria mão de todos os meus sonhos mais doces, construídos ao longo de tantos anos, para que pudessemos juntos fazer planos? Como me olhar no espelho e não me sentir uma boba, se todas as vezes que pretendo brigar, te mandar embora e sumir da sua vida, eu sempre rio da primeira piada e acabo tornando a declarar sentimentos que você tanto conhece. Como não perder o foco entre uma atividade ou outra se as músicas sempre acabam me lembrando você... se os lugares são tão convidativos à nossa presença... se o beijo ainda está na espera e os braços continuam vazios...
Dessa vez não é nostalgia do que passou. Dessa vez não foi saudades. O que me ataca e me corrói é a angústia de quem espera.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Cantando sentimentos...

♪ For you I was a flame
Love is a losing game  ♪

Eu só sei que continua doendo...
E eu nem tenho tempo de chorar. Tem sempre alguém correndo para o meu ombro, já em prantos, insistindo e implorando consolo. E o meu choro sempre fica pra depois.

Já não me surpreendo se acordo pensando em você. Já me acostumei com essa maneira tão desigual de demonstrar carinho. Já não queria mais acreditar em mentiras e ter que juntar sozinha todos os pedaços do meu coração, que até já se confundem com toda a sujeira do chão... já não sei o que juntar para colar, se sempre acho que falta uma parte para completar... 

Eu sempre achei que para entender uma dor, bastaria uma outra pessoa que sentisse a mesma dor. Engano meu... até elas próprias podem esquecer o que é sentir, pelo simples prazer de ver uma outra pessoa devota, sincera, parada, pedindo em frente a ela: - Me dê atenção, porque eu te amo... e eu não estou brincando. 

Eu implorei você rindo pra mim. Eu implorei você compartilhando sua vida comigo. Eu implorei você como amigo, amante, ou em qualquer status de relacionamento ainda por inventar. Eu só sei o que eu queria. 

E agora só resta vestir-me de saudades, de ironia, um pouquinho mais de malícia, e recomeçar... como tantas outras vezes nessa estrada.

Olha insistentemente para a escada. Me vê de longe. Vai subir, mas hesita.
Eu corro ao encontro dele: - Oi tio!
Eu nunca o havia chamado de tio! Impulso? Não sei...
Nos abraçamos. E esse abraço foi tão diferente. A gente se sentiu nele. Meu velho tio... que me carregou nos braços  e compartilhou tantas e tantas festinhas de aniversário ao meu lado. Boa pessoa. Eu não sei o que esse abraço quis dizer, eu só sei que disse muito. Talvez por isso eu tenha comentado com umas três pessoas depois, essa sensação tão forte de carinho nesse abraço demorado.
E no dia seguinte Deus quase te levou de mim. Não! Não agora! A falta me dói tanto... logo agora que eu enxerguei tanto amor na figura deste homem... 


Obs.: Torço pela sua recuperação :/ Volta logo pra outro abraço...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sobre restos

Tudo o que sei sobre verdades é inacabado. Elas mudam, elas se escondem. Elas vestem roupas que não lhes cabem.
Para quem mente não resta nem a culpa, o difícil é saber o que resta para quem acredita.