quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sobre restos

Tudo o que sei sobre verdades é inacabado. Elas mudam, elas se escondem. Elas vestem roupas que não lhes cabem.
Para quem mente não resta nem a culpa, o difícil é saber o que resta para quem acredita.





quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu não brinquei quando eu disse que...

Além das fronteiras da vida,
Além dos impasses presentes,
Encontra-se a soma de todos os sentimentos humanos.
Encontra-se, lá, a chave para que o nosso entendimento possa, enfim, fortalecer-se.

Em princípio, nossos olhares são afrontados com a força do impossível.
Desacreditamos, muitas vezes, que apesar de sermos falíveis,
Temos um poder adormecido e à espera de uma oportunidade...

A vida, então, responde de fato
Fala, resmunga, assovia, acena do outro lado da rua
Passamos por ela com um ar de “será possível mesmo”?

Choramos lágrimas, gritamos por socorro,
Procuramos por algo, chamamos por alguém...
De repente, o espelho aparece a nossa frente
E enxergamos aquilo que sempre esteve a nossa espera...

Uma resposta que automaticamente vem acompanhada de uma pergunta:
“Onde você estava?”
E sem percebermos, entendemos que ela sempre esteve ali...
A nossa espera, ao nosso chamado: dentro de nós mesmos!
E uma voz contínua, presente e enfática nos diz:
“Prazer em conhecer!
Acredite que sempre estive dentro de ti
Eis-me aqui, hoje, amanhã e por todo o sempre!”

terça-feira, 19 de julho de 2011

Espera

Fiquei por alguns minutos estática, degustando, destrinchando e saboreando a palavra que dá nome a esta postagem. Para cada pessoa ela pode ter grandeza diferente e importâncias divergentes. Muitas vezes minhas esperas foram em vão, outras valeram cada segundo, outras preferia que não tivessem terminado.

Penso na espera do ônibus que muitas vezes me tirou a paciência. A loucura de contar cada minuto e calcular se chegaria a tempo, levando em consideração a chuva, o trânsito, o caos. Mas também existiu o dia em que meu desejo era de que o ônibus jamais chegasse quando foi o momento de dar o último abraço porque o motorista já buzinava impacientemente, e sentada ao lado da janela acenei, e vi sua imagem sumindo entre a distância.

Penso na espera de um (re)encontro. Ahhh... quão doces e amargas estas podem ser. A espera de um encontro cria, imagina, inventa, fantasia, acelera. Apesar de torturantes me encanta esse tipo de espera quando tem data certa para terminar... é o momento de se iludir, ou simplesmente dar um acerto certeiro em tudo o que se imagina. O cheiro do outro, a voz, a temperatura, as manias... tudo tão impreciso.

Penso na espera para o fim do expediente. Quão longas estas são! Mas também já tive dias em que essa demora me serviu de tempo, de válvula de escape para esquecer dores, me livrar de preocupações.

Penso na espera do futuro. Esta que apenas acaba quando dermos o suspiro final. Esta espera é vital, porque ela nos sustenta nos momentos alegres a espera de férias e planos, por exemplo, mas também nos mantêm firmes em dias escuros já que o amanhã pode ser melhor.

Não tenha receio. Não atropele. Não encare esses minutos, segundos, horas e anos a fio como perca de tempo.
Não viva por esperar, mas viva simplesmente, porque esperando ou não tudo há de chegar no momento oportuno. É nisso que minha fé se agarra todos os dias.

Farsa

Aflição de não ser quem eu achava que eu era.
Aflição de no espelho ver o mesmo rosto, apenas um pouco mais maduro, mas ao mesmo tempo não encontrar a mesma pessoa que estava ali a tão pouco tempo atrás.
Aflição de não saber se o meu amor te comove. E também de não ser aquela com quem compartilha seus anseios e dúvidas.
Se pareço imperfeita até mesmo onde eu mais acertava, alguma razão tive de ter para mudar a direção.

Olho-me de novo. Mais atenta.

Talvez não seja o visível. Talvez seja a mesma inconstância que enxergava em você e me descabelava para decifrar. A mudança de humor, os momentos fundo de poço repentino... será que de tanto te amar me igualei a você?

Pobre de mim se for assim... afinal, nenhum ser humano me olhou tão profundamente a ponto de conseguir esse por cento de descoberta, essa insistência em decifrar minhas faces não tão risonhas. Continuo sendo uma farsa. E não diga que não avisei.
Perdi oportunidades, ou elas realmente nunca foram ofertadas a mim?
As vezes me esqueço que no oceano também morre-se de sede.

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Saudades em preto e branco - sobre coisas que não morrem

Poetiza - a vã tentativa de escrever sentimentos

Indiretas - queria dizer, mas escrevi

Carona nas palavras - quando outros falam por mim

Recriado - quando pego carona, mas decido o caminho

Rotina - sobre dias que parecem os mesmos

Pensei rápido - sobre pequenas pensamentos

domingo, 17 de julho de 2011

Ando sonhando com você todas as noites...
Continuo buscando um sinal de que você ainda está aí.
Talvez eu não saiba ou consiga explicar tudo o que está se passando aqui comigo, e por isso faço besteiras em sua presença e ajo como se fosse um outro alguém. Desculpe, descobri que não sei falar de amor.
Eu só queria saber desde quando eu te queria assim...