terça-feira, 14 de junho de 2011

I know a girl
She puts the color inside of my world
But she's just like a maze
Where all of the walls all continually change

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Talvez o segredo esteja em me ater não no quanto mudei, e sim em  quais foram os motivos da minha mudança.

domingo, 12 de junho de 2011

Parece que desse vez é oficial,e vai ser difícil sair de uma tristeza que já estava setenciada.
Eu só junto minhas mãos, e peço em uma prece sem-jeito e envergonhada, que esse conflito interior se resolva da melhor forma possível.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

No ar

A inexistência passa a ser verdade. O talvez que escondia infinitas possibilidades hoje dói por se descobrir improvável... impossibilidades que se fazem presente em todos os lugares. A vida se esvai. Em mim, o preto e o branco se derramam feito água, e levam todas as cores do mundo.

Realidade das cortinas que se fecham, sem que ao menos o show comece. Vieram as crises de falta de ar. O olhar distante e perdido. A vontade de já não falar de amor, e ficar ali, no canto a escutar velhas canções, deixando que o som de uma guitarra toque bem mais fundo do que qualquer declaração de amor. 
Já não quero construir castelos, quero apenas destruir os que já levantei, para que entenda de uma vez por todas que de areia já basta eu: sem forma, que me deixo levar por qualquer vento, que quanto mais forte, mais  efeito causa sobre mim.

“Uns dizem que o amor só é amor quando de dois formam um só.
Porém em alguns casos, por um simples ônibus que se perde, ou pelo medo de andar na chuva, ou a timidez para se sustentar olhares, ou as desculpas de ultima hora para não ir a lugares, ou o sumiço constante,  por esses motivos e tantos outros tão banais existem casais que não chegaram a se conhecer, e histórias tão bonitas que não nasceram para se contar.”

As vezes tudo fica perdido, no ar.

Dear...

Talvez a culpa tenha sido do meu otimismo cego, e não da sua necessidade doentia de dar amor e tirar depois.
Mas por que mudar as regras do jogo todos os dias?

Pedaços de "Dear John" Taylor Swift



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dos dias feitos de adeus


Vão passar os dias de vontades escondidas, de sorrisos cheios de mistérios e um coração com saudades suas, afinal, não adianta acariciar-me com uma faca e em seguida trazer esparadrapos, pois a ferida é bem mais profunda, e bem mais dolorida do que as suas vãs experiências amorosas possam te recordar. 

Malditas mãos vazias que doam e se entregam tanto, e recebem tão pouco em troca. 

Já quis dormir com a sua respiração no pescoço, com teus braços em um eterno abraço de cobertor. Mas me enrosco apenas em minha companhia, e as tuas poucas palavras que nunca me tomam como destinatária.
Escuto a música que te indiquei certa vez, e que acredito que você nunca escutou. Me olho no espelho e repito sem que ninguém escute as palavras do sábio Caio Fernando de Abreu: “Cuidado com ilusões mocinha, profundas e enganosas feito o mar”. Repito, repito, repito. 

Onze horas. 

Os ombros estão cansados, covardes. Os olhos já ardem de sono, mas não deito porque sei que ao fechá-los é sua imagem que me faz companhia. Tento me convencer que já foi, escuto músicas e revejo antigas lembranças de quem já me passou, mas não consigo disfarçar. O sentimento, tá lá.

Respiro.

Nove vezes. 

Um cenário: Já deitada na cama, debaixo de três cobertores na vã tentativa de sentir-me em um lugar mais acolhedor. Desligo o abajur. Admiro a escuridão do meu quarto. Os olhos continuam a arder, implorando descanso. Mas não. Ainda não. Aindo me mantenho acordada na frustrada esperança de que algo de bom ainda está para acontecer. 

Onze e trinta. 

O celular não toca, e nem a cidade me acalenta com algum barulho sequer. Mas de repente escuto um barulho. O velho barulho de um coração que ainda bate. Eu dei conta de mim. Ele continua a bater, mesmo com toda a desesperança, mesmo com o nó... 

Deixo o recado perdido em entrelinhas, que surgem quasesemquerer toda vez que eu sinto a falta de tudo o que é prometido a mim e oferecido a sei lá quem. A gente pode continuar assim moço, “ sendo-sem-ser”. Te leio inteiro, não tento te decifrar, mas abuso de tudo o que possamos ser. 

Talvez eu buscasse em você a cura do meu mal. Mal esse que você também parecia padecer. Eu desejava não ser mais acompanhada pela solidão. Mas talvez seja essa a essência. Mais um adeus dentre tantos “adeuses”. Mas um gole rápido. Um pensamento fútil. 

Eu dormi. 

E acordei te lembrando como um sonho bom.

Dedilhado na noite do desamor.

sábado, 4 de junho de 2011

Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
 
Helena Elis - Lugares Proibidos