Foi quando eu percebi que ele não brincava quando dizia que eu era o remédio das dores e tristezas dele. Isso era literal. Meu sobrenome deveria ser analgésico. E eu não me orgulho disso, afinal, quem quer ser esquecido em uma gaveta qualquer depois que tudo fica bem?
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O passado simplesmente não existe mais. Não existe promessas, nem atitudes, nem algo concreto do que passou. Passado é memória, e memória cada um sente... apenas as suas.
Não existe futuro. Não existe aquele amor por se realizar, aqueles objetos a comprar, a viagem por fazer.
Existe apenas o hoje. Meu presente.O presente... a única coisa segura em minha vida. O segundo depois já não me pertence...
E por pensar assim eu sempre me arrisco a dizer o que sinto, eu sempre vou para os braços que desejo, eu sempre levanto vôo, caio, me machuco, mas vale a pena por cada sorriso meu, por cada sorriso seu, por cada momento nosso.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
Remar.
Re-amar.
Amar.
Caio Fernando de Abreu
Obs.: só porque agora sinto cada linha diferente.
domingo, 14 de agosto de 2011
Noite da angústia
Como explicar que eu abriria mão de todos os meus sonhos mais doces, construídos ao longo de tantos anos, para que pudessemos juntos fazer planos? Como me olhar no espelho e não me sentir uma boba, se todas as vezes que pretendo brigar, te mandar embora e sumir da sua vida, eu sempre rio da primeira piada e acabo tornando a declarar sentimentos que você tanto conhece. Como não perder o foco entre uma atividade ou outra se as músicas sempre acabam me lembrando você... se os lugares são tão convidativos à nossa presença... se o beijo ainda está na espera e os braços continuam vazios...
Dessa vez não é nostalgia do que passou. Dessa vez não foi saudades. O que me ataca e me corrói é a angústia de quem espera.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
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